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TCU Adota Sistema de Robôs que Identificam e Cruzam Contratos e Dados de Fornecedores





A pandemia da corona vírus trouxe uma necessidade para as empresas: fazer investimentos emergenciais para que suas atividades continuassem a acontecer. De igual maneira, o governo, responsável por manter diversos serviços essenciais funcionando, abriu seus cofres para investir (tinham dois em aqui) em uma aliada fundamental que é a Tecnologia.


Com ajuda desta, é possível fiscalizar os gastos de dinheiro público. Isto ocorre com o sistema de robôs adotados, que receberam o nome de Alice, Carina e Ágata, que rastreiam publicações dos diários oficiais da União, estados e municípios, e localizam palavras-chave cadastradas pelo TCU, como máscara, álcool, respiradores. Os robôs cruzam as informações com mais de 90 bancos de dados, entre eles da Receita Federal.


Com estas informações, que começam nos computadores do Tribunal de Contas da União, é possível saber o histórico das empresas, como por exemplo se foi aberta recentemente, se tem experiência anterior com a venda desses produtos e até se os preços cobrados são compatíveis com o mercado. É possível também verificar o histórico dos sócios das empresas. Caso seja constatado algum indício de irregularidade, o alerta é enviado a um auditor.


Os computadores conseguem ler e analisar todas os diários oficiais do país e enviar os relatórios para os auditores, nas regiões onde há contratos suspeitos. As máquinas fazem, em uma manhã, um trabalho que exigiria dezenas de pessoas e levaria vários dias.


Essa agilidade também deve ajudar nas investigações.


“O TCU provavelmente vai concluir esse julgamento ou de vários desses processos, pelo menos ainda durante a pandemia. Quer dizer, nós vamos condenar efetivamente gestores públicos, empresas, que serão obrigadas a devolver eventuais débitos decorrentes de superfaturamento, não entrega de produtos, aplicar multas, considerá-los inidôneos para contratar novamente com o serviço público”, destaca Paulo Wiechers, secretário-geral de controle externo do TCU.

Em 2019, antes da pandemia, os robôs ajudaram a evitar irregularidades que poderiam custar R$ 4 bilhões ao país. Agora, só em compras relacionadas à pandemia, há 22 processos em andamento, que passam de R$ 200 milhões.

“A emergência dessas compras sinaliza como uma possibilidade de que pessoas mal- intencionadas possam se utilizar desse contexto para obter vantagens ilícitas. A atuação preventiva, sem dúvida, tem demonstrado ser mais eficaz e evita que haja a despesa do recurso para depois buscar o ressarcimento dele”, explica Raphael Boechat, especialista em direito administrativo.


Fonte: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2020/08/14/tcu-adota-sistema-de-robos-que-identificam-e-cruzam-contratos-e-dados-de-fornecedores.ghtml

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