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Home office Pós-Pandemia e o Nomadismo Digital

Atualizado: Ago 21





A pandemia de Covid-19, impôs uma rápida aproximação entre o Direito, a Tecnologia e as relações trabalhistas, como forma de preservação de empregos e renda.


A disrrupção ocorreu com a expansão do teletrabalho, mais especificadamente, o home office, impulsionada pela necessidade de distanciamento social e, no campo legal, promovido pela Medida Provisória 927, de março de 2020, que estabeleceu regras trabalhistas mais flexíveis do que havia previsto a Reforma Trabalhista de 2017 sobre o mesmo tema.


Destaca-se, ainda, quanto a essa flexibilidade de direitos trabalhistas, a permissão da Medida Provisória 927/2020 para que o uso dos aplicativos e programas de comunicação fora da jornada de trabalho do empregado não se constitua tempo à disposição, regime de prontidão ou sobreaviso em favor da empresa, salvo se houver acordo individual ou coletivo de trabalho versando diferente.


Passados quase 5 meses da maciça implementação do home office pelas empresas no Brasil, e com resultados positivos, em regra, quanto a redução de custos para os empresários e maior produtividade dos empregados, percebe-se atualmente uma tendência no mercado para que o teletrabalho permaneça e cresça, mesmo após a pandemia.


Uma pesquisa da Faculdade de Economia e Administração de São Paulo (FEA-USP), em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA), apontou que 70% dos entrevistados gostariam de continuar trabalhando em home office após a pandemia, 19% não gostariam e 11% são indiferentes.


Destaca-se que, se esse resultado se confirmar quanto ao aumento exponencial do teletrabalho, a humanidade passará por uma transformação digital muito intensa, para alguns, uma verdadeira 4ª Revolução Industrial, conceito trazido pelo Alemão Klaus Schawb, Diretor e Fundador do Fórum Econômico Mundial, quando relatou sobre a mudança de paradigma na vida das pessoas na forma como se vive, trabalha e se relacionam, por causa da automatização.


Sem a necessidade de ir presencialmente a empresa, as contratações e retenção de talentos poderão ser realizadas em âmbito mundial, uma vez que as pessoas poderão trabalhar de qualquer lugar, mudar de país e continuar vinculado a empresa, basta ter uma boa internet, um computador, um smartphone. Essa forma de trabalho é chamada de Nomadismo Digital, uma forte tendência pós-pandemia e que, já há até incentivo de alguns países a entrada e permanência de nômades digitais, através da concessão de vistos especiais de trabalho, a exemplo do que ocorre com a Estônia.


Um importante impacto econômico que também pode gerar a grande expansão do home office é quanto à migração de pessoas das grandes capitais para o interior, na busca de mais qualidade de vida, menos trânsito, menor custo, dentre outras possibilidades.


Diante de tantas mudanças, as empresas deverão estar preparadas para adequar seus processos de retenção de talentos, criação de políticas de trabalho remoto, controle de produtividade e a segurança da informação, bem como, acompanhar as novas tendências de mercado que poderão surgir para identificação de possíveis novos negócios. E, então, sua empresa adotará o home office pós-pandemia? Até breve...


Autor: Erica Pinheiro, Advogada e Professora de Direito Digital

email: ericapinheiroadv@hotmail.com

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