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Crimes Virtuais e Covid19: Atenção e Precaução.





O isolamento social, causado pela pandemia do vírus covid19, intensificou o intercâmbio de dados mundialmente. Passamos a utilizar aplicativos para fazer compras no supermercado, farmácia e demais itens essenciais. Atividades que fazíamos diariamente como ir à academia passaram a ser virtuais. Quase todos os serviços migraram para as plataformas digitais. As redes sociais nunca tiveram tanto protagonismo seja conectando pessoas, seja trazendo entretenimento através das transmissões de shows e debates ao vivo.


Contudo, nem tudo são flores no universo virtual. A sociedade informacional em que estamos inseridos também sofre com a ocorrência de fraudes e condutas abusivas. O crescente número de crimes cometidos através das plataformas virtuais tem sinalizado a necessidade de melhorarmos a forma como nos expomos e utilizamos os recursos digitais.


Clonagem de cartões de crédito; estupro virtual; sequestro e vazamento de dados sigilosos de pessoas, empresas e órgãos públicos; compartilhamento de imagens com abuso de menores; e, fraude no recebimento indevido de benefício assistencial são alguns exemplos dos crimes que vingaram neste período pandêmico.


Além disso, às vésperas do período eleitoral, que ocorrerá em novembro, não podemos deixar de comentar sobre o debate acerca das famigeradas “fake news”. Medidas preventivas e punitivas vem sendo aplicadas a fim de coibir a produção e divulgação de informações, caluniosas e inexistentes, exibidas em massa nas redes sociais, através de sites e aplicativos de mensagens, porém há necessidade de um tratamento mais meticuloso e realmente eficaz.


As consequências dessas atividades, antiéticas e muitas vezes criminosas, prejudicam o bom uso dos meios digital. Por isso, investir em campanhas educativas, na melhoria dos sistemas de segurança e na capacitação dos profissionais que atuam na área de segurança pública é fundamental.

Precisamos de uma legislação que seja adequada aos avanços tecnológicos, assim como políticas públicas e privadas que tenham planos de gestão de crises no caso de violações, pois nenhum sistema é totalmente seguro nem analógico, nem físico e muito menos virtual.


No site da Interpol - “The International Criminal Police Organization” podemos encontrar informações detalhadas e atualizadas sobre crimes cibernéticos cometidos durante este período de pandemia. Vejamos algumas recomendações preventivas disponibilizadas pela Interpol:


“Mantenha suas informações seguras:


Faça backup de todos os seus arquivos importantes e armazene-os independentemente do seu sistema (por exemplo, na nuvem, em uma unidade externa);


Sempre verifique se você está no site legítimo de uma empresa antes de inserir detalhes de login ou informações confidenciais;


Verifique seu software e sistemas;


Certifique-se de ter o software antivírus mais recente instalado em seu computador e dispositivos móveis;


Gateways de email seguros para impedir ameaças por meio de spam;


Fortaleça sua rede doméstica;


Proteja vulnerabilidades de administração de sistema que os invasores podem abusar;


Desative componentes de terceiros ou desatualizados que podem ser usados ​​como pontos de entrada;


Baixe aplicativos móveis ou qualquer outro software apenas de plataformas confiáveis;


Realize verificações regulares de integridade em seus computadores ou dispositivos móveis.

Esteja Vigilante:


Converse com sua família - incluindo filhos - sobre como se manter seguro online;


Verifique e atualize regularmente as configurações de privacidade de suas contas de mídia social;


Atualize suas senhas e certifique-se de que elas são fortes (uma mistura de maiúsculas, minúsculas números e caracteres especiais);


Não clique em links ou abra anexos de e-mails que não esperava receber ou que venham de um remetente desconhecido.”

(https://www.interpol.int/Crimes/Cybercrime/COVID-19-cyberthreats)

Muita atenção também ao postar nas redes sociais informações pessoais, solicitar entregas de serviços desconhecidos ou permitir que crianças e adolescentes utilizem jogos e outros mecanismos de interação virtual sem supervisão. Precisamos trazer nossa cautela da vida física para os meios virtuais, a fim de evitar ou minimizar situações de dano moral ou material.

Autor: Marina Sá Corrêa, Advogada e Mestranda em Criminologia Forense pela Universidade La Empresa- UDE/Uy.

Email: marinasacorreacompliance@hotmail.com

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